Resenha – A Maldição do Vencedor

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Título: A Maldição do Vencedor

Autora: Marie Rutkoski

Editora: Plataforma21

Série: Trilogia do Vencedor – 01

nº de pgs: 328

Sinopse: Kestrel quer ser dona do próprio destino. Alistar-se no Exército ou casar-se não fazem parte dos seus planos. Contrariando as vontades do pai – o poderoso general de Valória, reconhecido por liderar batalhas e conquistar outros povos -, a jovem insiste em sua rebeldia. Ironicamente, na busca pela própria liberdade, Kestrel acaba comprando um escravo em um leilão. O valor da compra chega a ser escandaloso, e mal sabe ela que esse ato impensado lhe custará muito mais do que moedas valorianas. O mistério em torno do escravo é hipnotizante. Os olhos de Arin escondem segredos profundos que, aos poucos, começam a emergir, mas há sempre algo que impede Kestrel de tocá-los. Dois povos inimigos, a guerra iminente e uma atração proibida… As origens que separam Kestrel de Arin são as mesmas que os obrigarão a lutarem juntos, mas por razões opostas. A Maldição do Vencedor é um verdadeiro triunfo lírico no universo das narrativas fantásticas. Com sua escrita poderosa, Marie Rutkoski constrói um épico de beleza indômita. Em um mundo dividido entre o desejo e a escolha, o dominador e o dominado, a razão e a emoção, de que lado você permanecerá?

Não costumo gostar de distopias, por isso estava com o pé atrás com esse livro, apesar das críticas positivas. Para mim foi, então, uma surpresa ser fisgada pela leitura já nas primeiras páginas.
Logo no começo, vemos Kestrel, filha de um grande general do império Valoriano, andando pelas ruas do mercado da cidade de Herren que há 10 anos se encontra sob o domínio do império e desde então seus antigos habitantes foram escravizados. Kestrel se vê em meio a um leilão e acaba comprando para si um escravo. A garota se arrepende da compra, mas já é tarde, Arin agora lhe pertence.
O livro começa devagar, a primeira metade inteira se dedica a nos apresentar essa cultura, ao mesmo tempo em que conhecemos os protagonistas. Kestrel é sagaz e considerada excêntrica pela sociedade. A garota ama tocar piano, o que é mal visto, pois as artes são consideradas como algo inferior pelos valorianos. Eles se dedicam à guerra e assim, pela lei, os jovens devem escolher entre se casarem ou se alistarem no exército ao completarem 20 anos. Apesar de ainda faltar três anos para ser obrigada a fazer essa escolha, Kestrel se vê cada vez mais pressionada pelo pai a entrar no exército. A relação dos dois é muito complexa e rica, sendo um dos pontos fortes do livro. Eles se amam e se conhecem melhor do que ninguém, porém ambos são excelentes estrategistas e manipuladores, o que torna seus conflitos muito interessantes.
Arin, o escravo comprado por Kestrel, é enigmático e cauteloso. Vamos descobrindo aos poucos sobre ele. Quem foi antes da guerra e o que quer agora. O relacionamento entre os dois é construído de forma gradativa, felizmente não temos aqui uma paixão instantânea. É através de conversas e jogos de cartas que o amor entre os dois vai nascendo.
Acredito que algumas pessoas podem achar esse começo lento, mas eu adoro a construção de novos mundos, então fiquei vidrada na leitura durante essa primeira parte. Entretanto, o livro dá uma reviravolta que deixa tudo mais dinâmico e tira nosso fôlego. A trama fica mais complexa e fica difícil decidir para quem torcer.
O lado negativo para mim foi que a autora simplificou muito estratégias de guerra e a parte política como um todo. Não sei se foi uma escolha deliberada ou se ela subestimou um pouco seu público. Outra coisa é que Kestrel e Arin são tidos como muito inteligentes, sendo ela uma excelente estrategista. Entretanto, suas ideias para mim, soavam bem óbvias, enquanto na trama eram tidas como grandes planos. Não consegui comprar isso rsrs
Em contra partida, o relacionamento entre os personagens e seus conflitos internos são tão ricos e complexos que relevei esse defeito. Arin e Kestrel se amam, mas estão divididos pela honra às suas respectivas nações. Também gostei que suas escolhas foram condizentes com o que foi apresentado deles desde o começo da história. Eles não mudaram de personalidade só porque se apaixonaram.
Gostei bastante dessa leitura. A autora conseguiu me surpreender com os personagens e os conflitos tratados. A capa é espetacular e consegue traduzir o clima do livro. Já quero ler a continuação.

Nota: 4/5

 

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2 comentários sobre “Resenha – A Maldição do Vencedor

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