Resenha| O Rei Corvo

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Título: O Rei Corvo (The Raven King)

Autora: Maggie Stiefvater

Editora: Verus

Série: A Saga dos Garotos Corvos – 04

nº de pgs: 378

Sinopse: Nada que está vivo é seguro. Nada que está morto é confiável. Há anos Gansey iniciou uma jornada para encontrar um rei perdido. Um a um, ele atraiu seus amigos para essa missão: Ronan, que rouba coisas de sonhos; Adam, cuja vida já não é sua; Noah, cuja vida não é mais vida; e Blue, que ama Gansey… e tem certeza de que está destinada a matá-lo. O fim já começou. Sonhos e pesadelos estão convergindo. Amor e perda são coisas inseparáveis. E a busca pelo rei se recusa a ser fixada em um caminho. A busca pelo rei adormecido vai chegar ao fim em Henrietta — mas não sem perdas, desejos, revelações e uma verdade brutal. Com O rei Corvo, Stiefvater conclui uma verdadeira obra-prima.

Afinal, do que se trata a Saga dos Garotos Corvos?

Depende de por onde você comece a história.

Contém spoilers dos livros anteriores

Abram caminho! – gritaram. – Abram caminho para o rei corvo!”

293 p.

A série iniciada pelo livro Os Garotos Corvos ganhou em português o título de A Saga dos Garotos Corvos. No original, entretanto, o nome é The Raven Cycle (O Ciclo do Corvo em tradução livre) e ela define muito melhor essa obra. Desde a primeira página de O Rei Corvo percebemos que um ciclo está sendo fechado, mas que isso não significa que está acabado. Afinal o que aprendemos com essa série é que um mesmo momento pode acontecer para sempre.

O livro se inicia com uma sensação de urgência graças aos eventos ocorridos no fim do livro passado, Lírio Azul, Azul Lírio. Sabemos que o terceiro adormecido, justamente aquele que deveria continuar dormindo, foi despertado e finalmente descobrimos quem ele é quando ele começa a desfazer Cabeswater e consequentemente pôr em risco a vida de todos que estão entrelaçados à floresta mágica, ou seja, as mulheres da rua Fox, Blue e, claro, os garotos corvos. Torna-se, então, imperativo encontrar Glendower, o rei corvo adormecido para que ele lhes conceda um favor.

Essa foi uma história que foi crescendo cada vez mais a cada livro, assim como a magia de Cabeswater. Nós nos apegamos a esses personagens e à sua busca, então ver tudo ser ameaçado realmente te toca e deixa ansioso para conferir como vai acabar essa história. Ainda assim, a leitura é muito gostosa e você desfruta de cada capítulo, de cada palavra. Maggie tem uma escrita maravilhosa e criou personagens inesquecíveis.

Nunca gostei muito de Blue como protagonista. Ela tem aquele discurso igualitário, ao mesmo tempo em que julga os alunos da Aglionby sem conhecê-los, tudo para ela é certo ou errado, desde que o lado dela seja o certo. Neste livro, no entanto, a garota descobre mais sobre si mesma e assim, começa a compreender que algo pode ser o certo, mesmo que não pareça ser à primeira vista. Adam foi com certeza o personagem que mais amadureceu ao longo da série. Incrível como eu o detestava nos dois primeiros livros e nesse seus capítulos eram os que eu mais esperava. Devido ao trato que ele fez com Cabeswater no livro um, ele é o que sofre as consequências mais diretas da ameaça à floresta. Ao mesmo tempo em que o temos intrinsecamente ligado à magia da história, ele é o que mais cresceu no “mundo real”, conseguindo superar os traumas que viveu. Outro ponto que aqueceu o coração dos fãs (e o meu também, é claro) foi o seu relacionamento com o Ronan que gera alguns dos melhores quotes do livro.

“Adam sorriu alegremente. Ronan começaria guerras e queimaria cidades por aquele sorriso verdadeiro, franco e amigável.”

Ronan não mudou tanto desde o começo. Ele ainda é o rebelde cheio de fúria, mas agora consegue direcioná-la. Na verdade, Ronan é o mais sensível de todos e o que está mais desesperado para colocar as coisas nos eixos outra vez. E como não podia deixar de ser, nesse livro temos uma nova revelação sobre ele. Noah teve um papel secundário nos livros dois e três, então fiquei muito feliz ao vê-lo voltar a ter uma participação maior em O Rei Corvo. Sua história é a mais triste e apesar de o querermos por perto mais tempo, sabemos que isso se tornará impossível, ao menos que encontrem logo o rei adormecido.

E é impossível falar de rei sem pensar em Richard Gansey III, afinal esse é o livro que promete ser a conclusão de seu ciclo. Nós sabemos e Gansey também, que ele deve morrer em breve, por causa disso o garoto está determinado a fazer o que sempre lhe disseram que ele estava destinado a fazer: coisas grandes. Gansey é o mais adorável dos personagens, ele é o rei que age para que os outros o sigam, porque querem. Porque é o certo. 

“Ele era um rei.

Havia chegado o ano em que ele morreria”

11 p.

Cada personagem tem um papel a desempenhar nessa história e isso leva a algumas tramas paralelas que destoam do tom do resto do livro. Aqui continuamos acompanhando o submundo dos compradores e revendedores de objetos mágicos, algo que para mim poderia ter sido finalizado no livro anterior com a saída de Greenmantle de Henrietta, mas que continuou a ter espaço nesse volume. De qualquer forma, isso não tirou o brilho desse livro.

O Rei Corvo finalizou de forma fantástica a busca por Glendower. O final é perfeito e todo o caminho até ele é maravilhoso. A escrita de Maggie Stievfater está mais bonita do que nunca e me deixou com muita vontade de no futuro reler esses livros no original. Depois de tudo isso, só posso dizer que, assim como Blue, eu estou um pouquinho apaixonada por cada um dos Garotos Corvos.

Nota: 5/5

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