Resenha| Carry On

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Título: Carry On – Ascensão e Queda de Simon Snow

 

Autora: Rainbow Rowell

Editora: Novo Século 

nº de pgs: 448

Sinopse: Simon Snow é um bruxo que estuda numa escola de magia na Inglaterra. Profecias dizem que ele é o Escolhido. Você pode até estar pensando que já conhece uma história parecida. O que você não sabe é que Simon Snow é o pior Escolhido que alguém já escolheu.
Poderosíssimo, mas desastroso a ponto de não conseguir controlar sequer sua própria varinha, Simon está tendo um ano difícil na Escola de Magia de Watford. Seu mentor o evita, sua namorada termina com ele e uma entidade sinistra ronda por aí usando seu rosto. Para piorar, seu antagonista e colega de quarto, Baz, está desaparecido, provavelmente maquinando algum plano insano a fim de derrotá-lo.
Carry On é uma história de fantasma, de amor e de mistério. Tem todos os beijos e diálogos que se pode esperar de uma história de Rainbow Rowell, mas com muito, muito mais monstros.

“Mas isso não é Harry Potter?”, você pode se perguntar. Pior que não. Não é Harry Potter.

Em Fangirl (link da resenha), Cath é super fã da série de livros do Simon Snow. Fica claro que a autora Rainbow Rowell quis fazer um paralelo com o fenômeno que Harry Potter é para nós, por isso, em um primeiro momento, achamos que a história de Simon e Harry é a mesma. Mas acreditem, a semelhança fica no fato de os dois serem bruxos e serem “O Escolhido” para livrar seu mundo de uma força de magia negra.

Carry On, apesar de ter o mesmo nome da fanfic da Cath não é a história que ela escreve durante o livro Fangirl, tão pouco é o “livro original” da saga ficitícia que existe na trama. Esse livro é a versão da própria Rainbow Rowell para a história de Simon e Baz, tanto que você não precisa ter lido Fangirl para entender. Ele é um livro individual. Tendo esclarecido isso, vamos ao que eu achei de Carry On – A Ascensão e Queda de Simon Snow.

É uma excelente história jovem adulta de fantasia. Rainbow criou um universo com bruxos e uma escola de magia integrados ao mundo Normal que ficou muito natural. Além disso, o sistema de magia aqui está ligado tanto ao poder das palavras quanto ao poder do bruxo que as profere. Achei isso muito interessante e pode render outras histórias nesse universo. A escrita da autora é muito gostosa e mesmo tendo muitos diálogos e relações pessoais entre os personagens, Rainbow não esqueceu que esse é um livro de aventura e colocou muitas cenas de ação nessa história. Mostrou como essa autora é versátil e cresceu minha vontade de continuar lendo sua obra.

Simon é um ótimo protagonista. Ele é meio lento para perceber certas coisas, mas ele nunca é chato ou pedante, nem fica se remoendo e se martirizando por ser o escolhido e carregar o destino de todos nas costas. Na verdade, Simon não pensa muito no amanhã, ele prefere ir aproveitando o dia a dia a ficar se preocupando se ele estará vivo daqui há um ano. A única coisa com que Simon se preocupa é o que seu nêmesis, Baz, está aprontando. É muito divertido ver como um se incomoda com o outro, sem eles admitirem que no fundo o que sentem é atração. Gente, não é spoiler falar que esse é um romance LGBT, certo? Tá na capa.

Baz é aquele personagem frio, aristocrático e sarcástico que nós amamos ver em romances Jovem Adulto. Ele tem o peso de quem é e do que sua família espera dele, mas assim como Simon, ele deixa pra pensar nisso depois e vai vivendo a vida. A autora construiu maravilhosamente o relacionamento dos dois, que se viam como inimigos, mas devem trabalhar juntos para resolver um mistério sobre a morte da mãe de Baz, que ocorreu quando ele tinha cinco anos. O romance de forma alguma é apressado, mas não acontece só nas últimas páginas do livro, como às vezes ocorre em alguns livros #trauma. Na verdade, o que é mais bonito acompanhar deles é o nascimento do companheirismo e a confiança (nem tanta confiança assim) que eles desenvolvem. É um casal muito fofo.

Assim como em Fangirl, os personagens secundários têm sua importância e espaço na narrativa. Penny, a melhor amiga de Simon, é uma bruxa muito poderosa que faz o possível para ajudar o amigo e salvar o mundo bruxo e foi minha personagem favorita depois dos protagonistas. Já de Agatha, a namorada de Simon, eu não gostei e acho que a intenção da autora era essa mesmo. Ela é uma garota cheia de dúvidas, que até sabe o que deseja, mas isso não quer dizer que seja o certo, ao menos para a sociedade em que vive. Por mais que eu a tenha achado bem chatinha, consegui criar uma empatia por ela. Quanto ao Mago, fiquei super curiosa pelos mistérios dele desde Fangirl e olha, Rainbow Rowell não decepcionou.

Porém nem tudo é arco-íris (desculpa o trocadilho com o nome da autora, não resisti). Teve um aspecto que eu não gostei, mas que levei um tempo para conseguir definir o que era. Vamos lá, não é que eu tenha achado confuso, mas eu achei que quando entramos na reta final, algumas coisas que já deveriam ter sido resolvidas, ainda estavam acontecendo. É como se o meio de um filme ainda não tivesse sido finalizado e de repente, sem nem percebemos, já estivéssemos nos 20 minutos finais. Não li nenhuma resenha desse livro antes de escrever a minha, então não tenho muita ideia se mais alguém sentiu algo assim, porém, tenho certeza que algumas pessoas podem ter achado isso ótimo, que ficou bem ágil e fluido, mas para mim ficou uma sensação de querer pisar no freio e voltar um pouquinho. Lembrando que isso foi só um incômodo, de forma alguma deixou o desenvolvimento e encerramento ruins. Eu gostei muito desse livro.

Com tudo isso, quero dizer que quero ler mais da Rainbow Rowell, por mim ela poderia escrever mais sobre Simon e Baz e eu ficaria muito feliz. O final é fechado, mas tem espaço para uma continuação. Recomendo Carry on para os que gostam de livros de fantasia urbana e fãs de Harry Potter (por que não? hahaha).

Nota: 4/5 

 

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