Resenha| O Beijo do Vencedor

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Título: O Beijo do Vencedor

Autora: Marie Rutkoski

Série: Trilogia do Vencedor – 03

Editora: Plataforma21

nº de pgs: 448

Sinopse: A guerra começou. Arin está à frente dela com novos aliados e o império como inimigo. Embora tenha convencido a si mesmo de que não ama mais Kestrel, Arin ainda não a esqueceu. Mas também não consegue esquecer como ela se tornou o tipo de pessoa que ele despreza. A princesa se importava mais com o império do que com a vida de pessoas inocentes – e, sem dúvida, menos ainda com ele.
Pelo menos é o que Arin pensa.
Enquanto isso, no gélido norte, Kestrel é prisioneira em um campo de trabalhos forçados. Ela deseja desesperadamente escapar. Deseja que Arin saiba o que sacrificou por ele. E deseja fazer com que o império pague pelo que fizeram a ela.
Mas ninguém consegue o que quer apenas desejando.
Conforme a guerra se intensifica, Kestrel e Arin descobrem que o mundo já não é mais o mesmo.
O oriente está contra o ocidente, e os dois se encontram no meio de tudo isso. Com tanto a perder, é possível alguém realmente ser o vencedor?
Numa narrativa tão empolgante quanto sensível, a difícil paixão entre Kestrel e Arin alcança um novo patamar. O beijo do vencedor é o grande final da Trilogia do Vencedor.

Agora é guerra!

~Contém spoilers dos livros anteriores~

O Crime do Vencendor (resenha) acabou de uma forma alucinante: Kestrel teve que mentir para Arin, fazendo o rapaz voltar para seu país para dar início à guerra contra o império valoriano, para logo depois ser descoberta pelo próprio pai e pelo imperador como a espiã de Herren. Em uma cena de cortar nossos corações o general manda a filha para o Norte, nos campos de trabalho forçados.

No início desse livro, temos o dia a dia de Kestrel na prisão e a forma como esse lugar é feito para quebrar o espírito de seus habitantes. Em paralelo, Arin está governando Herren, preparando o país para guerra, enquanto nós torcemos para que ele descubra sobre o destino de Kestrel. Até que isso, e consequentemente o resgate da moça, acontecem rapidamente, porém, não significa que a trama vai se encaminhar de modo dinâmico.

Kestrel está traumatizada pela situação, então temos longos capítulos da recuperação física e mental dela, assim como da restauração do relacionamento e confiança entre Kestrel e Arin. A Trilogia do Vencendor é uma série parada, mas geralmente as intrigas de corte compensam esse fato; como não estamos mais na corte isso se perdeu e acabou que achei bem cansativa essa primeira metade do livro.

Quando finalmente partimos para a guerra as coisas melhoram bastante! Eu não sabia que a autora conseguia descrever tão bem cenas de ação! Temos algumas batalhas aqui e ficaram ótimas. Os protagonistas se provam como verdadeiros líderes e é muito legal ver como eles mudaram desde o primeiro livro. Kestrel, enfim teve que escolher um lado, mas isso não significa que ela esqueceu toda a sua criação. Acredito de verdade que o relacionamento entre ela e o pai foi a melhor coisa de toda a série. Arin é o único líder da nação agora, essa responsabilidade traz um peso enorme para o rapaz que ainda é assombrado pela memória da morte de sua família e pelos anos de escravidão. Ambos são personagens muito bem construídos. 

Os coadjuvantes tem um peso muito menor nesse livro do que em qualquer outro da saga, o único com real destaque é Roshar, irmão da rainha oriental e companheiro de Arin desde o livro anterior. Ele garante os melhores diálogos e cenas mais engraçadas. Verex e Risha, dois personagens que me chamaram muita atenção no segundo livro, até que tem um papel importante no desfecho, mas não apareceram como eu gostaria.

De forma geral foi um livro muito bom com um final excelente, ainda que não perfeito. Vou fazer um parágrafo com um super spoiler do desfecho no fim da resenha, então, estejam avisados. Mas como eu ia dizendo, apesar do final bom, o começo meio arrastado não me animou para dar uma nota maior.

Nota: 3/5

SUPER SPOILER

Gente, como assim Verex forja a própria morte e ele e Risha vão embora ao pôr do sol? O discurso dele no livro anterior era que quando se tornasse imperador poderia acabar com as loucuras do pai! E agora, quem vai ser o novo imperador? E se ele for tão ruim quanto anterior? Medo disso aí.

 

 

 

 

 

 

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